Raíssa, de passista mirim, foi escolhida, aos 12, rainha da bateria e é considerada hoje, aos 18, depois de seis carnavais consecutivos, uma das mais experientes do Grupo Especial. “Quero me manter na escola do coração com a fidelidade do Neguinho e do Jamelão”, acena, com a desenvoltura de uma verdadeira rainha para a alegria de seus súditos. Modesta e com uma simpatia encantadora, Raíssa diz que não acreditava que seu sonho fosse realizado, ainda mais tão rapidamente.
“Achava que só tinha chance as atrizes ou modelos famosas”, conta. Mas ser alçada a um posto tão importante na escola não foi fácil para aquela adolescente que, durante os ensaios e desfiles, exibia um lindo sorriso para o público.
“No fundo, eu sofria com o peso da responsabilidade. Chorava muito porque não conhecia ninguém direito. Mas o tio Laíla (diretor de carnaval), o tio Farid (Abrahão David, presidente da escola) e os ritmistas sempre me trataram como filha. A bateria me abraçou, fui acostumando, aprendendo a levar tudo como uma brincadeira e ficando mais leve”, lembra.